Propriedades opticas da matéria
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– REFLEXÃO –
Quando um raio de luz se propaga por um meio e atinge o limite que o separa de um segundo meio, pode suceder que parte desse raio volte, não sendo capaz de o atavessar, através de REFLEXÃO.

A parte desse raio que atravesa esse limite/ fronteira poderá gerar outra forma de energia através de ABSORÇÃO

A outra parte não será alterada acontecendo a TRANSMISÃO.

Dois ou três destes fenómenos acontecem em simultaneo sendo que, segundo um principio elementar da energia, o somatório desta energia reflectida, absorvida e transmitida deverá ser igual à radiação incidente inicial.

Um quarto fenómeno que acontece regularmente neste processo é a REFRACÇÃO.

% factor de reflexão :
prata brilhante = 92-97
ouro = 60-92
niquel = 60-65
aluminio pulido= 97-72
espelhos = 80-85

Reflexão Especular – o angulo de incidencia é = ao angulo de reflexção
– em relação à normal (perpendicular ao plano)

Reflexão Composta – o angulo máximo de reflexão é = ao angulo de reflexão
– todos os outros são inferiores

Reflexão Difusa – produz-se quando a luz que incide sobre uma superficie é reflectida em todas as direcções sendo que o raio normal à superficie é o de maior intensidade

– TRANSMISSÃO –
É a passagem de uma radiação através de um meio, sem alteração da frequência das radiações monocromáticas que a compõe. Este fenómeno é caracteristico de certos tipos de vidros, cristais, plásticos, água e outros liquidos e o ar.
Ao atravessar o material, parte da luz se pede devido à reflexão na superficie do meio seguinte e parte se absorve.
A relação entre a luz transmitida e a luz incidente é denominada de capacidade de transmissão do material.

Transmissão regular – nesta transmissão, o raio incide sobre o meio, atravessa-o e sai com a mesma direção e sentido. Os meios que cumprem esta propriedade, denominam-se corpos transparentes e permitem ver com nitidez os objectos colocados atrás deles.

Transmissão difusa – transmissão em que o raio incidente se difunde pelo meio, saindo do mesmo em multiplas direções. A estes meios se denominam translucidos e os mais conhecidos são os cristais esmerilados e os vidros organicos opalizados. Os objectos colocados atrás deles não são distinguidos com precisão.

– ABSORÇÃO –
Denomina-se absorção á transformação da energia de radiação em outra forma de energia, geralmente em forma de calor. È uma caracteristica de todas as superficies que não são completamente refletoras e dos materiais que não são totalmente transparentes. A relação entre a luz absorvida e a luz incidente, denomina-se capacidade de absorção do material. A absorção de certos comprimentos de onda de luz se denomina absorção selectiva. Em geral, os objectos devem a sua côr, à absorção selectiva.

– REFRACÇÃO –
Refração é uma mudança de velocidade e de direcção.
Ao passar de um meio ao outro, o raio de incidente pode mudar de direção. Esta alteração é produzida resultado de uma alteração da velocidade da Luz. Esta velocidade diminui se a densidade deste novo meio é maior, e a velocidade da Luz aumenta se esta densidade do meio é menor.

Existem duas leis de refração:
– quando a onda passa de um meio ao outro , o raio incidente, o raio refractado e a normal à supeficie de separação dos meios no ponto de incidencia, estão no mesmo plano.
– a razão do seno do angulo de incidencia e o seno do angulo de refração é uma constante para os meios compreendicos. Constante denomina-se indice de refração ‘n’ para ambos os meios. Geralmente denominada Lei de Snell.

Grandezas luminosas:

São as grandezas e unidades de medida fundamentais, empregues para quantificar e relativizar as qualidades e os efeitos das fontes de luz.

– Fluxo Luminoso (Potencia Luminosa) de uma fonte – é a energia/ radiação que o olho médio humano recebe, segundo a sua curva de sensibilidade e que é transfornada em luz num segundo

A sua unidade é o Lumen ( lm ) representada pela letra grega O.
O Lumen é o fluxo luminoso da radiação monocromática que se caracteriza por uma frequencia de valor 540.1012 Hz. e por um fluxo de energia radiante de 1/ 683 W.
Um Wat de energia radiante de comprimento de onda 555 nm. no ar equivale a 683 lm. aproximadamente.

O fluxo luminoso produzida por uma fonte de luz é a quantidade total de luz emitida, num segundo, em todas as direções. A medição do fluxo luminoso realiza-se através de um fotoelemento ajustado à curva de foto-sensibilidade do olho humano às radiações monocromáticas, integrado numa esfera oca, denominada Esfera de Ulbrichtr.
Os fabricantes cedem a sua informação sobre as lampadas em lumens referente à potencia nominal.

– Rendimento Luminoso (eficácia luminosa) de uma fonte – indica o fluxo que emite esta fonte por cada unidade de potencia electrica consumida para que seja obtida.

A sua unidade é lumen/ watt (lm/W) representada pela letra grega E.
Se fosse possivel fabricar uma lampada que transformasse sem perdas toda a potencia electrica consumida em luz, com um comprimento de onda 555nm, esta lampada teria o maior rendimento possivel, cujo valor seria 683 lm/W

– Quantidade de Luz (Energia Luminosa) – de forma análoga à da energia elétrica que se determina pela potencia elétrica que se determina pela potencia elétrica por unidade de tempo, a quantidade de luz ou energia luminosa emitida na unidade de tempo.
A quantidade de Luz é representada pela letra Q e a sua unidade é o lumen por hora (lm/ h)

Classificação de luminárias segundo as condições operativas:

– IP XYZ –

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– prirmeiro digito X – 0 – não protegida
– 1 – protegida contra objectos sólidos maiores que 50mm
– 2 – protegida contra objectos sólidos maiores que 12,5mm
– 3 – protegida contra objectos sólidos maiores que 2,5 mm
– 4 – protegida contra objectos sólidos maiores que 1mm
– 5 – protegida contra pó
– 6 – hermética contra pó

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– segundo digito Y – 0 – não protegida
– 1 – protegidas contra gotas àgua em queda vertical
– 2 – protegidas contra gotas àgua em queda até uma inclinação de 15 graus
– 3 – protegidas contra gotas àgua em forma de chuva
– 4 – protegidas cotra jatos de àgua
– 5 – protegidas contra jorros de àgua
– 6 – protegidas contra fortes jorros de àgua
– 7 – protegidas contra os efeitos de imersão em àgua
– 8 – protegidas contra a imersão prolongada em àgua

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– terceiro digito Z – 0 – nenhuma proteção
– 1 – proteção contra um impacto de 0,225 J. de impato
– 3 – proteção contra um impacto de 0,5 J. de impato
– 5 – proteção contra um impacto de 2 J. de impato
– 7 – proteção contra um impacto de 6 J. de impato
– 9 – proteção contra um impacto de 20 J. de impato

Iluminação e Arquitectura
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Em traços gerais, numa tentaiva cronológica ocidental:

– Nos anos 40s – a arquitectura desenvolvia-se em função da Luz Natural, sendo a Luz do dia nesta altura, a fonte de iluminação primária.

– Nos anos 50s 60s – a electricidade torna-se mais barata sendo este processo acompanhado pelo desenvolvimento tecnologico na criação de fontes de iluminação mais económicas. Surgem os tubos fluorescentes.

– Nos anos 70s – acontece uma crise na produção de energia que obriga o desenvolvimento tecnologico, no garante de economia, a acelerar processos e novas lampadas que consigam graus de eficiencia mais elevados, ou seja, com uma relação consumo/ produção de Luz cada vez mais vantajosa.

– Nestes ultimos 50 anos, os antigos espaços edificados – que não deixam de ser recentes- promovem uma intensa filtragem da luz com o objectivo de fazer diminuir a temperatura no interior. Esta acção fez com que a quantidade de luz natural disponivel nos espaços de trabalho diminuisse drasticamente. O recurso à Luz Artificial bem como o seu estudo torna-se uma disciplina.

A equação energética de um edificio depende principalmente de três factores:
. electricidade consumida com a iluminação
. electricidade consumida com o aquecimento
. electricidade consumida com o arrefecimento

Esta equação sai em vantagem quando é usada a luz natural
a Luz do dia/ natural é intrinsecamente mais eficiente que qualquer fonte electrica/ artificial, proporcionando mais lumens por unidade de calor
a Luz do dia quando técnicamente bem trabalhada conduz a poupanças enormes de energia quer na iluminação de trabalho quer no arrefecimento do edificio

Surge progressivamente um maior interesse na investigação sobre a influencia do ambiente de trabalho interior na saúde, produtividade e conforto. Daí a Iluminação revelar-se fundamental.

Em simultaneo um maior interesse surge pelo potencial benigno da luz natural, constatando-se uma diminuição do absentismo do trabalhador, e um aumento da capacidade de negociação bem como de condições de saúde.

Naturalmente que as condições ideais aos padrões de saúde não estarão nos extremos, daí que possam ser ainda apontados como pontos desfavoráveis à luz natural:
as variações de intensidade por exemplo quando surge uma nuvem,
o seu espectro e temperaturas de côr dependentes das condições atmosféricas especificas de dia para dia,
a sua distribuição irregular lateral que poderá fazer diminuir a qualidade da visão,
a sua duração, sendo que o seu fim coincide com o inicio da noite

Como vantagens da luz artificial são apontadas:
mais altos niveis de iluminação sendo esta também melhor para o cumprimento de determinada tarefa ou função, garantindo maior visibilidade funcional
um superior estimulo mental
um melhor humor e melhor comportamento resultante

A relação entre Arquitectura e Iluminação é uma relação tão próxima que por vezes passa não evidente.
A função de um Designer de Iluminação envolvido desde a fase de projecto na construção de um qualquer edificio, será a de activar todo o seu conhecimento especifico, na melhor adequação da vivencia do espaço tendo em conta a função ou a polivalencia de funções que se pretendem.
Este profissional tem como elemento de trabalho principal a Percepção Humana e as suas subtilezas.

Jon Ruskin (1819 – 1900)
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“ It is unwise to pay too much, but it is worst to pay too litle. When you pay too much, you loose a litle money… That’s all. When you pay too litle, you sometimes loose everything, because the thing you bought was incapable of doing the things it was bought to do. The common law of business balance prohibits paying a litle and getting a lot… It cannot be done. If you deal with the lowest bidder, it is well to add something for the risk you run. And if you do that, you will have enough to pay for the something better. “

Richard H. Palmer

Devido à falta de uma estética de iluminação de palco bem desenvolvida, muitas escolas menosprezam/ignoram este aspecto da educação teatral e produzem diplomados que dominam as suas noções de electricidade, de electrónica, de óptica, de desenho e de equipamento, mas que não sabem como desenhar com a luz.

Cap. 1

Introdução

No desenho da iluminação de palco, a arte de preparação da luz para uma produção teatral, o desenhador de luzes é o responsável último pelo controlo de todos os aspectos visuais de uma produção teatral que não seja apresentada com luz do dia: o público tem que ter luz para conseguir ver. Porém, uma grande “inundação de luz” pode criar luminosidade suficiente para permitir a visibilidade. A iluminação por si só não é nem design nem uma arte.

As propriedades controláveis da Iluminação de palco:

Existem oito propriedades distintas da luz que são controladas pelo desenhador.
Intensidade.
Cor.
Direcção.
Forma.
Difusão.
Frequência.
Movimento.
Luminosidade.

As funções da Iluminação de palco:

Quais são os objectivos do desenhador de luzes?
Visibilidade selectiva.
Estabelecer “Dados Adquiridos”.
Colorir a imagem do palco.
Formular espaço e forma.
Centrar atenção.
Composição da imagem cénica.

De certo modo, todas as propriedades controláveis da luz podem ser consideradas como elementos de composição.

Estabelecer o ritmo.
Estabelecer o estilo.
Estabelecer um ambiente/estado de espírito.

A “teatralidade” da luz é aqui também uma consideração importante.

Fisica – C. Gerthsen , Kneser , H. Vogel
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Edição Fundação Calouste Gulbenkian

Capitulo 6 . Electricidade – pg 271

A electrodinamica é juntamente com a mecânica, o segundo pilar independente da Fisica Classica.

Electroestática

. Cargas electricas:
– existem dois tipos de carga, carga positiva e carga negativa, uma vez que se podem neutralizar mutuamente
– a carga conserva-se sempre num sistema fechado. Quando se produzem ou destroem particulas dotadas de carga, isso acontece sempre em igual número em ambos os sinais. A conservação da carga é mais rigorosa do que a conservação da massa, já que, a massa de uma particula depende do estado de movimento do observador, mas a sua carga não.
– em valor absoluto, as cargas do electrão e do protão são exactamente iguais. ( 10 elevado a -20 ) Mas ninguém ainda sabe explicar o porquê desta quantificação tão exacta.
– cargas do mesmo sinal repelem-se e as de sinal contrário atraem-se
– a força entre duas cargas pontuais tem como direcção a linha que as une entre si, já que o espaço é isótropo, ou seja, não privilegia nenhuma direcção.
– se o fotão tivesse massa em repouso, a velocidade da luz no vácuo dependeria da frequencia

. Campo eléctrico:
– existem regiões no espaço nas quais corpos dotados de carga electrica sofrem a acção de forças que não podem classificar-se nem como forças de curto alcance (choque, atrito) nem como forças de inércia ou gravitacionais
– estas forças podem ser do tipo :
. as que se manifestam mesmo quando o corpo está em repouso, são as forças electricas ou coulombianas, e dizemos que na região do espaço onde elas se manifestam existe um campo eléctrico
. as que apenas se manifestam quando o corpo está em movimento, sendo elas proporcionais ao movimento do corpo mas perpendiculares à sua direcção, chamamos-lhes forças de Lorentz e dizemos que existe um campo magnético na região onde elas se manifestam
– os campos electricos geram-se na vizinhança de cargas

. Tensão e Potencial
– sem a preposição ‘entre’ , a palavra tensão não tem qualquer significado
– sem a preposição ‘através de’, a palavra corrente não tem qualquer significado
– tensão é diferença de potencial

. Correntes Contínuas
– Na vida diária aplicam-se continuamente tensões a condutores com a consequencia das cargas se movimentarem, acontecendo um fluxo de correntes, contradizendo o repouso e o equilibrio que os principios da electroestática postrula.
As correntes são mantidas através de fontes de energia exteriores, sem as quais, o condutor retomaria o tal potencial constante.
– A unidade de intensidade de corrente que percorre um condutor é o Ampere, e esta corrente só pode ser constante no tempo, assim uma corrente continua, se a tensão for constante entre as extremidades do condutor
– As regras de fundamentais para análise de qualquer circuito são: em cada ponto de ramificação num circuito, tanta carga tem de afluir como defluir, a soma de todas as correntes em cada uma das ramificações que desembocam nas ramificações tem que ser nula.

. Lei de Ohm
– verifica-se haver uma proporcionalidade entre a corrente que flui por um condutor e a tensão aplicada. A este factor de proporcionalidade chama-se condutãncia do condutor e o seu inverso designa-se resistencia.
– corrente (I) = tensão aplicada (U) /sobre/ resistencia (R)
– Condutores como gases (lampadas de arco, fluorescentes,etc) não respeitam a Lei de Ohm bem como por exemplo no vácuo.

. Condutividade eléctrica
– a condutividade de um matrial condutor óhmico depende de influencias diversas a que o material está sugeito, principalmente a temperatura, a intensidade da luz, o campo magnético e a pressão.
– o efeito fotoelectrico interno acontece nos semicondutores onde se podem gerar portadores de carga moveis por meio de energia luminosa. Os condutores fotoelectricos, fotocondutores, aumentam a sua condutividade quando irradiadas com luz de frequencia apropriada.
– os diodos luminosos emitem luz quando se faz passar por eles uma corrente electrica. No caso dos diodos fotoemissores LEDS, são injectados electrões no cristal em simultaneo com lacunas, espaços vazios, e assim os dois portadores aniquilam-se mutuamente, aos pares, sendo a energia da aniquilação emitida na forma de radiação luminosa
– boa condutividade electrica é acompanhada com frequencia de boa condutividade térmica

Capitulo 7 . Electrodinâmica – pg 329

. Corrente alternada
– toda a produção industrial pesada de energia electrica assenta na indução
– consegue-se através de um gerador que gera 3 tensões alternadas desfasadas no tempo em 1/3 do periodo
– há diferentes tipos de ligação mas gera-se sempre uma tenção de 380 V, no caso europeu
– o fornecimento de corrente trifásica foi introduzido na maioria dos paises industrializados por oferecer as seguintes vantagens: o menor dispendio de material para as linhas adutoras já que com quatro cabos, entre os quais o neutro pode ser quase inexistente, transporta-se tanta potencia como com os seis cabos para très tensões alternadas em separado; a possibilidade de escolha entre os 220 V e os 380 V sendo feita uma ligação em estrela no gerador; conta aindao facto dos geradors e motores de corrente alternada serem simples baratos e robustos

Capitulo 8 . Electrões livres e iões – pg 419

Muito dominam a nossa vida quotidiana os electrões que funcionam em vácuo ou em semi-condutores. Brilham nas lampadas fluorescentes, aquecem nos aparelhos de micro-ondas, entretêm-nos na rádio e televisão, ajudam-nos a pensar nos computadores. São particulas carregadas em gases e no vácuo.

. Efeito Fotoeléctrico – fotoefeito
– em 1888, W. Hallwachs irradiou com luz ultraviloeta placas metálicas carregadas negativamente e verificou que esta carga desaparecia gradativamente. Mantinha-se uma carga positiva.
De um modo geral, radiação luminosa de comprimento de onda suficientemente curto promove, nas superficies metálicas, a libertação de electrões, portadores de cargas negativas.
Concluiu que os electrões são tanto mais energéticos quanto maior for a energia da luz que os liberta.
A energia da radiação está concentrada em porções – fotões. A intensidade da luz utilizada na libertação dos electrões não tem qualquer influencia na sua energia, ela determina apenas o seu número por unidade de àrea (m^2) e unidade de tempo (s).
– As fotocélulas são utilizadas para medir a absorção da luz incidente. As células fotoelectricas podem funcionar no vácuo ou em meios cheios de gás

. Descargas nos gases
– os gases só conduzem quando contém portadores de carga, iões ou electrões, e estes produzidos por aquecimento ou por radiação de elevada energia.
A descarga torna-se autónoma quando os portadores de carga promovem a sua própria substituição, através da ionização por choque como acontece com as lâmpadas fluorescentes, lâmpadas espectrais, lâmpadas de materiais fosforescente e lâmpadas de alta pressão.

– lâmpadas de descarga nos gases – a lâmpada de desdarga nos gases mais importante continua a ser a lâmpada fluorescente que erradamente é muitas vezes chamada de néon, já que o néon dar luz vermelha e ser utilizado em reclames luminosos.
Nas lâmpadas fluorescentes não é o néon mas sim o mercúrio a uma muito baixa pressão que, por choque é excitado para a emissão de radiação luminosa. Os àtomos de mercúrio emitem então preponderantemente radiação ultravioleta UV (254 nm), luz invisível que danificaria o olho humano em poucos minutos, que mata batérias (lampada de esterilização), que bronzeia e queima a pele como um sol artificial. Nestas lâmpadas é ainda emitida uma risca violeta, uma risca azul e uma risca verde para além da UV. Quando a camada fluorescente da parede interior está defeituosa vê-se a luz directa num azul pálido – CUIDADO!
A lâmpada fluorescente transforma quase metade da energia eléctrica em luz visivel. A outra metade da energia do fotão fica no material fluorescente aquecendo-o, mas esta é a unica perda de energia destas lâmpadas. Nada comparado com os cerca de 10% de rendimento das vulgares lâmpadas de incandescentes.

Capitulo 9. Òptica geométrica pg 453

. Reflexão e Refracção
– raios luminosos – os gregos discutiam se a sede do pensamento seria o diafragma ao mesmo tempo que averiguavam se os nossos olhos captavam a luz que saia das coisas (Empédocles) ou se estes emitiam raios de luz que apalpal os objectos (Aristoteles,, Platão, Euclides). No ano 1000, o grande médico oftalmologista àrabe Alhazen, deixou claro que as coisas visiveis emitem luz, propria ou reflectida.
Pare ser conseguido um feixe estreito de luz, há que colimar os raios que se dirigem em todas as direcções.
Quando o ponto luminoso se encontra muito distante a onda de propagação transforma-se em onda plana e o feixe de raios luminosos torna-se paralelo.
O raio luminoso não é perturbável por outros raios que com ele se cruzem. ( p.ex. se não a máquina fotográfica não obteria imagens nitidas )

Definição de – IMAGEM – em geral uma imagem é o lugar geométrico dos pontos onde os próprios raios do feixe (imagem real) ou os seus prolongamentos se cruzam (imagem virtual)
– Reflexão – um feixe de raios luminosos é total ou parcialmente reflectido na superficie limitrofe de dois meios. O espelho plano, sendo o unico instrumento optico que reflecte perfeitamente todo o espaço, isto é, nitidamente e sem deformação em todos os pontos e sem ampliação, será o limite deste facto optico.
No caso de um feixe paralelo que embate um espelho concavo, este é levado a convergir a meio da distancia entre o espelho e o seu centro. Este ponto de convergência é um foco do espelho, já que este tem infinitos focos, um para cada direcção do feixe.
– Refracção – se um raio luminoso proveniente do vácuo fazendo um determinado angulo de incidencia com a normal, incidir na superficie de um meio, uma parte é reflectida e o resto entra no meio mudando de direcção. Para luz de cada còr – comprimento de onda – o seu indice de refracção é uma constante fisica. O indice de refracção de uma onda assenta nas diferentes velocidades com que a onda se propaga nos dois meios, revelando assim a diferença da velocidade da luz num meio e a velocidade da mesma luz no vácuo.
Comparativamente, de duas substancias diz-se que é opticamente mais densa, a que tiver maior indice de refracção.
– Reflexão total – na transição de um meio optico mais denso para um meio òptico menos denso o raio luminoso afasta-se da normal e tanto mais quanto for o angulo de incidencia, atingindo-se uma situação em que a luz sai rasante, isto é, paralela à superficie. quando se ultrapassa este angulo limite já não é possivel a passagem do raio luminoso sendo a luz reflectida a luz a 100%.

A fibra òptica enquanto condutor de luz obriga a que a disposição original dos raios parciais se perca por completo dada a multipla reflexão que acontece no seu interior. Só se permite a propagação dos feixes que vão no sentido da fibra, daí que um feixe entrando por uma superficie e saindo pela oposta, o faça um pouco enfraquecida pela absorção que vai acontecendo. Para que uma imagem seja possivel de ser transportada será necessário que a disposição das fibras no feixe seja igual à entrada e à saida.
( Num feixe de raios laser, com a sua enorme frequencia portadora, podem modular-se simultaneamente tantas conversas telefónicas quantos seres humanos existentes )
– prismas – o indice de refracção de uma substancia é diferente para luz de diferentes comprimentos de onda, o que se designa por dispersão. a função de espectrómetro separando nitidamente as cores segundo comprimentos de onda acontece apenas quando ao prisma chega uma luz de uma direcção bem definida e de uma fenda estreita.

. Instrumentos de óptica
– refracção em superficies esféricas – as aberrações cromáticas acontecem como defeitos das lentes devido à refracção do vidro, sendo que o foco para a luz azul mais intensamente refractada fica mais perto da lente do que para o foco da luz vermelha. Com um conjunto de lentes mais complicado, e combinando com a lente convergente outra divergente, pode suprimir-se a dispersão cromática. Estas lentes dizem-se então acromáticas.
– o olho – responsáveis pela centragem das superficies que produzem a imagem, a córnea e o cristalino, são mais limitados do que em qualquer camara fotográfica barata, sendo que os defeitos de optica estão insuficientemente corrigidos. Acontece que esta limitação é compensada por requintados mecanismos de regulação e pela constante disponibilidade da camada sensivel à luz para ser impressionada, adaptando automaticamente a sua sensibilidade, sucessivamente.
A contribuição principal para o poder refringente acontece na córnea. Na focagem para um ponto proximo o cristalino está o mais esférico possivel e o inverso para um ponto de focagem afastado, ou seja, o cristalino o mais achatado possivel.
O processo de acomodação é reforçado pela regulação da distancia de focagem, sustentada pela acção diafragmática da iris, que regula a abertura da pupila entre 1 e 8 mm.
O processo de adaptação acontece também na iris que muito rápidamente (duas potencias de 10) ao regular o fluxo de luz passante. Este processo acontece principalmente na retina que na adaptação à luz empurra para a frente os cones, sensiveis à côr, e na adaptação ao escuro empurra para a frente os bastonetes. Ambos podem regular a sua sensibilidade num intervalo muito largo por meio do equilibrio redox do tecido visual. Desta forma vários bastonetes podem unir-se uns aos outros de modo a que a sua excitação conjunta ultrapasse o valor limiar, saindo naturalmente prejudicada a resolução da percepção visual.
A formação de uma imagem nitida sobre a retina é afectada pelo facto de, sobre as células sensiveis à luz, por razões fisiológicas, se encontrarem ainda outras camadas de células. Apenas na parte central, na fóvea, estas camadas estão deslocadas, onde os cones tem a sua densidade máxima e onde a acuidade visual resulta no seu máximo, partindo de cada cone precisamente um filamento nervoso.
O poder refringente do olho pode medir-se objectivamente enquanto que a acuidade visual não, visto depender esta de factores extrafisicos. A acuidade visual define-se como o inverso do angulo (em minutos) sob o qual um objecto pode ainda ser ainda nitidamente reconhecido. Este valor varia À medida que tem que ser separados no plano de fundo, plnos ou linhas, perceber-se distancias entre pontos ou linhas, ou tenham que ler-se textos.

. Velocidade da Luz
– …

Capitulo 10 . Òptica ondulatória – pag. 485

. Interferencia e difracção – a natureza ondulatória da luz foi reconhecida muito mais tarde que o som. Primeiro pelo seu muito mais curto comprimento de onda. Sendo assim, o som contorna obstáculos com muita facilidade enquanto a luz só o faz em aberturas infimas.
A falta de coerencia das fontes de luz torna os fenómenos de interferencia muito raros e dificeis de observar. No caso das fontes sonoras, no caso dos instrumentos musicais, em geral pode dizer-se que todas as partes vibram com a mesma frequencia e na mesma fase, o que no caso das fontes luminosas, acontece apenas com o laser.
. coerência – para que duas ou mais fontes luminosas possam produzir fenómenos de interferencia ordenados e estacionários, tem que ser coerentes . As ondas são coerentes quando tiverem a mesma dependencia da amplitude relativamente ao tempo, exceptuando o desfasamento. Em ondas puramente harmónicas isto significa que tem que ter a mesma frequência, as fases podem diferir entre si de um valor constante. Duas fontes luminosas diferentes não apresentam nem por acaso uma oscilação identica, portanto não emitem feixes de ondas coerentes. Feixes de ondas que sejam levados a interferir, em geral tem que provir da mesma fonte luminosa. Mas devido á reflexão, refracção, dispersão ou difracção, estes trens de ondas de auto-interferencia, podem ter percorrido diferentes trajectos luminosos antes de se sobreporem para serem evidentes as diferenças de marcha.

. Lentes de Fresnel – porque será que a luz não dobra a esquina ?

(…)